"NÃO VOS INQUIETEIS, POIS, PELO DIA AMANHÃ, PORQUE O DIA DE AMANHÃ CUIDARÁ DE SI MESMO. (...)" - MATEUS 6:34



segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A história queimada pelo descaso!

Imagem retirada do site do Museu Nacional


“O incêndio do Museu da Quinta da Boa Vista é um reflexo do descaso cultural, social e histórico dos governantes do nosso país. Onde será o próximo incêndio?”

Ao saber do incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro fiquei chocada! Não acreditava no que estava ouvindo. Só acreditei quando vi as imagens! É uma riqueza cultural e histórica que havia naquele museu. Foram momentos inesquecíveis que vivi todas as vezes que estive lá. A cada canto que caminhava, a cada peça contemplada, uma história, uma lembrança, uma memória cultural. A última vez que estive no Rio de Janeiro, fiz questão de levar meu filho de 5 anos (na época) para conhecer essa riqueza cultural. Quando contei para ele, ele lembrou logo das múmias, borboletas catalogadas, os diversos fósseis, o meteorito, e toda a história que não iria mais ver e só poderia contar ao irmão mais novo, que não terá a mesma oportunidade. Esse ano o Museu Nacional comemorava seu Bicentenário!

(Resistente as altas temperaturas, imagens na internet mostram o meteorito do Museu Nacional intacto após o incêndio).

Foi uma tragédia o incêndio no Museu da Quinta da Boa Vista! Queimou nossa história, queimou um patrimônio cultural, um acervo de conhecimento histórico para as futuras gerações, queimou uma memória riquíssima! São milhões de peças, inclusive “Luzia”, assim apelidada, é o fóssil mais antigo encontrado na América, que remete a 12 mil anos e também o esqueleto do maior dinossauro encontrado no Brasil, em Minas Gerais.

Imagem retirada do site do Museu Nacional


As gerações já estão tão aquém da história, ligados somente em tecnologias e no futuro, que o passado e toda a reconstrução da história ficam perdidos. Mas o Governo não se importa muito, pois foi tanto corte de verbas no Estado que tudo tem se queimado. A saúde, a educação e segurança estão em um tremendo incêndio. Pessoas morrendo todos os dias nos hospitais do Rio de Janeiro, crianças sem uma educação merecida e toda população sem uma segurança e uma vida digna. Esse incêndio do Museu da Quinta da Boa Vista mostra uma realidade cruel do nosso Brasil. Por que? Como? Há muitas perguntas que nunca serão respondidas, ainda mais se for criminal.

Em 2015, o Museu da Quinta da Boa Vista foi fechado por falta de dinheiro e agora, três anos depois, deram logo um jeito nisso. Bom, se foi criminal ou não, muito estranho o que aconteceu. E na hora de apagar o incêndio, nem os bombeiros tinham recursos para combater o fogo. Ineficiência do Estado, do Governo Federal, onde estava a água??? Com certeza, no bolso de alguém! O incêndio é um reflexo do descaso dos governantes e autoridades do nosso Brasil. Agora o Museu não será mais um peso financeiro. Não dará mais despesas! Menos um local para cortar verbas. Onde será o próximo incêndio? Hospital do Fundão no Rio de Janeiro? Hospitais e Escolas espalhadas pelo Brasil? Pois a população já tem se queimado na violência.

Vivemos em um país que é conduzido por um sistema corrupto que procura apagar e colocar a poeira embaixo do tapete. Se saberemos o que de fato aconteceu no Museu, não sei. Mas é uma triste realidade que não vai parar por aí. Vivemos em um país com governantes incapazes de se importar com a história e com a vida. "É mais conveniente deixar as pessoas sem memórias, pois é mais fácil manipulá-las". A maioria só quer se dar bem e rir na cara do povo. O palhaço não é o Tiririca, é o povo e o Brasil é um grande picadeiro! O incêndio no Museu da Quinta da Boa Vista é um reflexo de uma péssima gestão! A Cidade do Rio de Janeiro está afundando, acabando e sendo queimada! O Rio respira história por todo lado e não podemos nem admirar devido a malandragem por todo canto. A Cidade (não mais maravilhosa) está dentro de uma lama da violência. Sou carioca, mas não volto mais! Tenho medo! E isso é triste! O Rio arde no fogo! O Brasil está sendo incendiado há muito tempo!

Triste realidade! Não vamos deixar nossa história virar cinzas, vamos reacender um patrimônio cultural e histórico que é o Brasil. É uma pena, ver as novas gerações voltadas para o futuro e perdendo o passado, a história, as lembranças e as memórias.

Sobre o Museu Nacional do Rio de Janeiro, localizado na Quinta da Boa Vista, São Cristóvão, Rio de Janeiro  

O Museu é a mais antiga instituição histórica do Brasil, fundada por dom João VI, em 1818 e em junho deste ano completou 200 anos. É um local integrante do Fórum de Ciências e Cultura da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ) e vinculada ao Ministério da Educação, mas já foi residência de um rei e dois imperadores.

O Museu Imperial que se transformou em um museu universitário, com intuito acadêmico e científico, atraía público de várias regiões do Brasil, além de visitas escolares todos os anos. São mais de 20 milhões de peças catalogadas com muito conhecimento nas áreas de ciências naturais e antropológicas. Entre as peças do local estavam: “a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I; a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina; as coleções de Paleontologia que incluem o Maxakalisaurus topai, dinossauro proveniente de Minas Gerais; o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizada de "Luzia", pode ser apreciado na coleção de Antropologia Biológica; nas coleções de Etnologia temos expostos objetos que mostram a riqueza da cultura indígena, cultura afro-brasileira, culturas do Pacífico e na Zoologia destaca-se a coleção Conchas, Corais, Borboletas, que compreende o campo de invertebrados em geral e, em especial, dos insetos.”

Sobre o meteorito Bendegó

A pedra, que pesa 5,6 toneladas, foi achada em 1784 perto de um riacho no interior da Bahia e levou quase um ano para chegar ao Rio. O meteorito foi levado para o Museu Nacional a mando do Imperador Dom Pedro II em 1888 e permaneceu no local desde então.


Caso você tenha fotos no Museu Nacional do Rio de Janeiro, encaminhe para blognovoolhar@gmail.com - vamos reconstruir as memórias inesquecíveis desse lugar! 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

As 5 linguagens do amor – das crianças: palavras de afirmação

Minutos antes da competição de natação dos meninos - eu estava lá para torcer por eles (palavras de encorajamento)
Lucas ganhou medalha de participação da turma Adap 2 e Davi natação profissional - intermediário infantil - tirou primeiro lugar de crawl e costas - GRITEI MUITOOOOO - risos



“A língua tem poder para trazer morte ou vida” (Provérbios 18:21)

Dando continuidade aos comentários do livro “As 5 linguagens do amor – das crianças”, de Gary Chapman e Ross Campbell, essa semana irei falar sobre a próxima linguagem – Palavra de Afirmação. Parece meio óbvio como uma palavra de incentivo pode ter tanto significado para uma pessoa. A palavra tem poder de mudar seja para o bem ou para o mal. Se você não souber usar a palavra, certamente poderá marcar uma pessoa pelo resto da vida.

Às vezes falamos coisas que não queríamos, por estarmos com raiva ou chateados com alguma situação, mas o problema que essas palavras vão ser lembradas pelo resto da vida. Então, vamos procurar, tentar mesmo, não proferir palavras ruins para as pessoas; ainda mais para aquelas que possuem a ‘Palavra de Afirmação’ como sua principal linguagem do amor.

“As crianças pensam que acreditamos em tudo que dizemos” – e isso é pura verdade. As crianças confiam muito no que pronunciamos e dizemos a elas, pois somos mais velhos. Muitas crianças possuem como sua principal linguagem as palavras de afirmação, podendo sentir a maior sensação de amor em expressões de afirmação, como o clássico: eu te amo! Com isso, são capazes se sentirem nutridas pelo senso de valor e sentirem total segurança.

As palavras ‘eu te amo’ são aos poucos percebidas pelas crianças e cada uma vai desenvolvendo o sentido do amor, outras, vão se sentir sempre amadas com as palavras ditas. Junto com essas palavras de afeto estão as palavras que emitem elogio. No entanto, afeto e elogio expressam significados diferentes. Veja:

“Afeto e amor significam expressar apreço pelo que a criança é, por aquelas características e habilidades que fazem parte do conjunto que a identificam. Em contraste, expressamos elogio pelo que a criança faz em suas conquistas, comportamentos e atitudes conscientes. O elogio, como estamos definindo aqui, refere-se àquilo sobre o qual a criança tem algum controle”.

Mas cuidado ao usar os elogios, use-os com cautela para que tenha sempre um efeito positivo, com isso, é importante não usá-los com frequência ou de maneira aleatória. Nossos filhos devem ser elogiados, mas devemos ter certeza de que o elogio seja verdadeiro e justificado, pois caso contrário, elas podem não acreditar. Mas sempre tenham afeto pelos seus filhos. Beije-os e abrace-os sempre seguidos de palavras afetuosas. Com isso, você estará transmitindo não só o amor, mas segurança!

Outra questão são as palavras de encorajamento, que sempre incentivam nossos filhos a ter coragem em algum momento. Mas atentem: as palavras podem tanto encorajar como desencorajar. Cuidado mais uma vez com as palavras de vão proferir!

Não só digam como façam também! As crianças observam muito nossas atitudes! Ouvir seus filhos também é muito importante e a arte de ouvir não é para qualquer um, mas saiba que é o maior presente que você pode dar a alguém.

Evitem falar com seus filhos quando estiverem com raiva, pois você pode falar algo que não queiram. Uma outra coisa é o volume e o tom que usamos para falar com nossos filhos, principalmente, quando estamos iramos. “A resposta gentil desvia o furor, mas a palavra ríspida desperta a ira” – (Provérbios 15:1).

Nossos filhos precisam de orientação, devemos ensiná-los o caminho a seguir, mostrar o que pode e o que não pode. E as proibições devem ser faladas com um tom de orientação e mostrando a seu filho o porquê de não poder ou não ser adequado. “As palavras de orientação precisam ser transmitidas de modo positivo. Uma mensagem positiva transmitida de maneira negativa sempre apresenta resultados negativos”.

Parece que quando falamos com nosso filho que ele não pode fazer determinada coisa, aí que ele faz. Por exemplo: “Não pule na cama porque você vai cair”, dá no mesmo. A maioria das crianças continua pulando. Às vezes sinto como se falasse com uma parede. Estou treinando um método diferente para lidar com situações similares a essa. Confesso que é uma questão de treino para adquirirmos o costume de lidar assim, mas tenho tentado mudar, porque senão fico doida! (risos). Em vez de falar para não fazer, eu procuro tirar meu filho daquela determinada situação para outra mais interessante para ele. Por exemplo: em vez de dizer: “Não pule na cama porque você vai cair e pode se machucar”, eu digo: “Filho, vamos brincar de totó?”. Na hora ele para de pular e vem comigo.

E aí, vamos tentar modificar nossas atitudes? Passamos muito tempo tentando mudar nossos filhos, mas a mudança precisa partir de nós mesmos. Não é uma questão fácil, mas de treino. É treinando que o hábito vem. Eu agia de forma muito errada com meu filho mais velho, eu gritava muito, dava umas palpadas nele, falava palavras de negação e ficava muito brava com ele. Quando o segundo nasceu, pensei que eu deveria agir diferente. Eu senti que teria uma segunda chance de mudar. No entanto, sinto que ainda tenho muito para aprender com meus filhos. Não quero esperar um terceiro filho para agir da forma correta, mas quero mudar hoje!

E se a principal linguagem do amor do seu filho for palavras de afirmação, será importante para que ele se sinta amado ouvir verbalmente isso.

“A comunicação positiva é muito importante para todo relacionamento bem-sucedido entre pai e filho; portanto, vale a pena esforçar-se para romper com antigos padrões e criar novos modelos. O benefício para seu filho será enorme, e a satisfação que você experimentará será muito gratificante”.

Expresse em palavras faladas ou escritas. Já pensou em deixar na lancheira do seu filho algumas palavras de encorajamento ou afeto? Se seu filho já tem um celular, envie uma mensagem para ele. E se já não vive mais na mesma casa, dê uma ligação, mande uma mensagem, envie um e-mail. E saiba, que mesmo que seu filho cometa um erro tentando ser útil, não o repreenda, mas use primeiro, palavras que demonstrem que você sabia das boas intenções dele.

Acompanhe na próxima semana a linguagem do amor das crianças – Tempo de Qualidade!

Deixe um comentário ou escreva para nós – blognovoolhar@gmail.com
Um Abraço!




terça-feira, 12 de junho de 2018

Isa Colli marca presença na Feira do Livro em Brasília

Autora divulga seu livro ‘Vivene e Florine em O Pirulito das Abelhas’ na 34ª Feira do Livro de Brasília 
Escritora Isa Colli (blusa vermelha) participa do debate sobre a mulher na literatura


A escritora ítalo-brasileira Isa Colli foi uma das convidadas para a abertura da 34ª edição da Feira do Livro de Brasília, no Shopping Pátio Brasil, no dia 8 de junho, onde participou de uma mesa de debate com o tema - “Mercado Editorial e Circulação de obras escritas por mulheres”, junto com outras escritoras, entre elas - Íris Borges, Clara Arreguy, Tatiana Nascimento dos Santos e Larissa Mundim.

Para Isa Colli, participar de um evento como esse onde traz em debate o papel da mulher no mercado editorial é essencial. “Colaborar com o debate sobre o mercado editorial e o posicionamento da mulher no setor foi extremamente gratificante. Apesar de estarmos conquistado cada vez mais espaço na literatura, ainda temos muito a avançar”, ressaltou.

Desde a edição de seu primeiro livro, em 2011, Isa Colli já lançou 11 obras. E depois do sucesso com a obra infantil ‘Vivene e Florine em O Pirulito das Abelhas’, a autora lançou mais outros livros recentemente - 'A Fazendinha', 'A Gatinha Penélope' e 'O Aniversário de Margarida'. Atualmente, Isa mora na Bélgica, mas nos presenteia com sua presença em Brasil e depois em eventos no Rio de Janeiro. Em agosto, ela voltará ao Brasil para participar da Bienal do Livro de São Paulo.

O livro ‘Vivene e Florine em O Pirulito das Abelhas’ conta a história de duas abelhas empreendedoras que resolveram fundar uma fábrica de doces no lugar em que vivem, a aldeia Moinho. A fábula ensina sobre trabalho em equipe, respeito ao outro e a importância de viver em harmonia com a natureza e os semelhantes. Essa edição estará disponível até dia 17 de junho e tem como tema “Literatura infantil: a invenção do sonho. Vamos brincar de inventar".

Serviço da Feira do Livro de Brasília:
O evento é realizado na área externa do shopping Pátio Brasil, no início da Asa Sul e funciona até o dia 16, das 10h às 22h; e no dia 17 até as 12h - Lembrando que a entrada é gratuita!  

Entrevista com a escritora Isa Colli


"Sou uma observadora da vida. E tenho um olhar atento aos fatos simples do cotidiano. E nessa rotina percebo que é importante abordar de forma simples e prazerosa as coisas que podem fazer diferença na vida de toda uma geração."



Thaiza Murray – Como foi seu primeiro contato com o mundo literário? Como você se descobriu como escritora?

Isa – Apesar de ter sido criada na roça, fui alfabetizada muito cedo e apresentada ao mundo da leitura desde muito pequenininha. Minha mãe lia para nós todas as noites. Outras vezes inventava estórias encantadoras. Aos 12 anos, ganhei um diário e foi nele que comecei meus primeiros textos. Mas para começar a publicar, foi apenas em 2011, quando parei tudo por causa de uma doença grave. Se estava na iminência de morrer, queria me dedicar a algo que fosse muito prazeroso e que de alguma forma mudasse a vida das pessoas.

Thaiza Murray – É difícil publicar um livro? Como foi essa experiência?

Isa – Todo profissional iniciante enfrenta algumas dificuldades. Comigo não foi diferente. Recebi muitos nãos de editoras, publiquei um livro independente que vendeu cinco mil cópias (ele será relançado), mas não desisti. Até que recebi um e-mail da Editora Chiado com os seguintes dizeres: “Você é uma pintora de palavras, que a cada pincelada dá vida a personagens cheios de energia e vigor. Seja bem-vinda ao grupo de escritores Chiado. Teremos imenso prazer em publicá-la”. E hoje já tenho outras obras prontas que serão republicadas, bem como outras encomendadas que serão publicadas pela Editora Chiado. Ser publicada por uma editora respeitada como a Chiado é um grande privilégio.

Thaiza Murray – Conte-me um pouco sobre seu último lançamento “O pirulito das abelhas”, de onde veio essa inspiração para uma fábula encantadora que nos remete para dentro da história?

Isa – Tive uma infância muito feliz no interior. Meus pais eram agricultores familiares. Então o convívio e respeito à natureza fez parte da minha história. Vivi numa época de abundância da fauna e da flora. Mas nossas crianças enfrentam uma situação de escassez, não apenas de recursos naturais, mas também de princípios e valores. Por isso acho importante abordar esses temas de preservação, trabalho em equipe, empreendedorismo, respeito ao próximo. Abordo em minhas fábulas e em meus livros temas que podem melhorar a vida das pessoas, independente da idade. Como as estórias infantis me encantavam, espero que meus livros encantem crianças e adultos.

Thaiza Murray – Percebo um cunho educativo nas suas obras. Como você se identifica com o público infanto-juvenil para a criação de seus livros, visto que é um desafio escrever para essa faixa de idade, um público sedento de conhecimento e curiosidades?

Isa – Sou uma observadora da vida. E tenho um olhar atento aos fatos simples do cotidiano. E nessa rotina percebo que é importante abordar de forma simples e prazerosa as coisas que podem fazer diferença na vida de toda uma geração. E não é pretensão, porque também aprendo com as crianças, que em sua pureza, expõem dúvidas e conflitos. Ainda me lembro das estórias que minha mãe me contava e o quanto isso influenciou na minha trajetória. Espero que meus livros também fiquem na memória das pessoas.

Sobre o livro:

O Pirulito das Abelhas

Autor: Isa Colli
Data de publicação: Abril de 2016
Número de páginas: 36
ISBN: 978-989-51-6873-6
Colecção: Literatura Juvenil
Género: Conto Infantil

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Feliz Dia das Mães!

Dia das Mães é todo dia e em tempo integral! Somos profissionais, somos esposas, filhas e mães, estamos todo tempo desempenhando várias atividades e em torno de nossas 24 horas, estão eles, nossas heranças e grandes presentes de Deus – nossos filhos! Obrigada meus filhos por vir a esse mundo e trazer-me alegria todos os dias!

Que nesse dia, possamos parar e refletir – quanto tempo temos dedicado aos nossos filhos? Temos separado um tempo especial para eles? Muitas mães trabalham diariamente fora de casa e quando chegam, têm suas casas, maridos, atividades e eles, as joias preciosas - os filhos.

Mas, como ter tempo para fazer tudo isso? Não há! Precisamos nos organizar e cada dia priorizar uma atividade. Contudo, nossos filhos precisam estar todos os dias como prioridade em sua lista. Ainda mais, quando são crianças, precisam e dependem muito da gente!

Nós além de mães, somos mulheres, precisamos de um tempo para cuidarmos de nós mesmas, mas, não ignore cada momento que tiver a oportunidade de passar com seus filhos. Abra a agenda e cadernos da escola. Acompanhe todas as atividades de seus filhos. Faça a clássica pergunta, “Meu filho, como foi na escola hoje?”, não por mera formalidade, mas por que você quer saber como ele está. Ele precisa saber que você se importa com ele.

Filhos são para toda a vida. Eu não crio meus filhos para o mundo, como dizem por aí. Educo meus filhos para saberem viver no mundo, mas os crio para serem meus eternos amigos e companheiros. Ressalto todos os dias valores que têm sido deixados de lado nesse mundo – mostro aos meus filhos a importância da gentileza, do amor, do valor das pessoas, da tolerância, da paciência e da humanidade. Hoje, tudo isso tem sido cada vez mais raridade. Mas, por meio dos nossos filhos, vamos procurar fazer diferente. E nada melhor do que reservar todos os dias um tempo especial para estarem com eles, temos muito a aprender.

Com os filhos, que ainda são crianças, vamos junto com eles, ficar descalças e sentar no chão, pintar, desenhar, brincar de casinha ou de barraca de lençol, brincar de pique-esconde ou de pião. Para os crescidinhos, vamos passear, sair, ir ao cinema, conversar na praça, tomar um sorvete e conversar. Boas mães, são também, boas ouvintes de seus próprios filhos. Às vezes, eles querem até conversar, mas percebem você tão atarefada que não se aproximam. Mas, mesmo adultos, nossos filhos precisam do conselho de mãe.

Eu convido você a compartilhar com seus filhos esse momento especial de serem mães e torna-los seus eternos companheiros na vida! Dediquemos aos nossos filhos um tempo de qualidade!

Sugestão de livro: “As 5 linguagens do amor das crianças”, de Gary Chapman e Ross Campbell.
Sugestão de Filme: “Como ela consegue dar conta?” (2011 - I Don't Know How She Does It)

terça-feira, 8 de maio de 2018

As 5 linguagens do amor - das crianças: toque físico


Após um encontro com pais promovido pela escola dos meus filhos, conheci o livro “As 5 linguagens do amor – das crianças”, de Gary Chapman e Ross Campbell, os mesmos autores “As 5 linguagens do amor”, que aborda uma literatura voltada para casais. Nesse para as crianças, traz um remake adaptado para o convívio com nossas crianças. Logo fui atrás para comprar, comentei com meu pai, também professor e pedagogo. Ele se interessou e deu-me de presente. Curiosíssima com o assunto, comecei a ler esse livro, que apresenta uma leitura atrativa.

Mas afinal, quais as 5 linguagens do amor? Antes de ler o livro, eu já havia observado meus filhos e percebido que os dois demonstram diferentes formas de ser amado, embora também, demonstrem gostar de receber as 5 linguagens: toque físico, palavras de afirmação, tempo de qualidade, presentes e atos de servir.

As crianças gostam de atenção, gostam que participemos do mundo delas. Meu filho de 5 anos, faz questão que eu participe das histórias que ele cria e encena. O mais velho, gosta de assistir aos filmes dele comigo. Procuro participar e está sempre ao lado deles, mas infelizmente, as tarefas do cotidiano não permitem que eu esteja todo tempo. Mas o tempo de qualidade diariamente não precisa ser todo momento, um tempinho, pode ser até de 30 minutos ou 1 hora, que você sente com seu filho e dedique aquele tempo só a ele, sem celular, sem outras preocupações, já será especial para ele. Tenha certeza.

Enquanto escrevo, até agora, começo a ler o capítulo sobre a segunda linguagem: Palavras de Afirmação. Conforme vou lendo o livro, vou dispondo da minha experiência na leitura e compartilhar com vocês cada palavra preciosa, que muitas das vezes não nos damos conta. As 5 linguagens do amor descritas nessa obra abrangem todos os relacionamentos da sua vida, seja com seu cônjuge, seus pais, irmãos, amigos e filhos.
Na primeira linguagem do amor: Toque Físico, o autor descreve a importância dessa linguagem para o crescimento emocional da criança. Ele aborda várias experiências sobre como o toque físico faz diferença na vida da criança. Uma delas quando perguntada como ela sabe que a mãe a ama, ela responde prontamente que sabe que a mamãe a ama porque ela a abraça. Muitas crianças apresentam todas as linguagens do amor, mas às vezes, apenas uma ou duas linguagens significam mais para a criança.

O toque físico, segundo exemplo do autor, é como molhar plantas todos os dias. “Se for regado com água de amor, seu filho florescerá e abençoará o mundo com sua beleza. Sem esse amor, ele se tornará uma planta murcha, implorando por um pouco de água.”. O autor fala muito sobre manter o “tanque emocional” cheio. Ao fazer isso, você vai proporcionar uma vida emocional e psicológica do seu filho mais equilibrada. “O toque físico é a linguagem do amor mais fácil de ser usada de forma incondicional”. Confira abaixo algumas dicas básicas do autor que você pode aprender a colocar em prática com seus filhos e sua família:

- Ao rever seu filho pequeno ou ao despedir-se dele, abrace-o demoradamente. Ajoelhe-se se ele for muito novinho.

- Deixe que seu filho segure ou abrace um cobertor ou outra peça macia, para aquietá-lo.

(Meu filho mais novo gosta de segurar minha mão para dormir e o mais velho de estar bem juntinho abraçado).

- Abrace e beije seu filho todos os dias quando ele for à escola e quando voltar, bem como quando aninhá-lo na cama à noite (...)

- Acaricie os cabelos de seu filho ou coce as costas dele quando ele lhe disser que teve um dia difícil ou estiver aborrecido.

- Logo após disciplinar seu filho, separe um momento para abraça-lo a fim de mostrar que o castigo se baseou nas consequências das escolhas erradas que ele fez, mas que você continua a amá-lo e a querê-lo como filho.

- Aconchegue-se a ele no sofá quando estiverem vendo televisão juntos.

- Faça um gesto do tipo “toca aqui” como sinal de congratulação todas as vezes que seu filho fizer algo positivo.

- Compre para ele um presente que remeta a um toque físico, como um travesseiro, um cobertor ou um agasalho macio.

- De vez em quando, convoque a família inteira para um “abraço em grupo”, sem levar em conta quantos vocês sejam. Para ser mais divertido, inclua os animais de estimação, como o cão ou o gato.

- Divirtam-se com jogos ou esportes que demandem contato corporal. Isso possibilitará que vocês passem um tempo juntos e troquem toques físicos.

- Convide-o para cantar músicas que estimulem o movimento e o contato físico, tais como aquelas que orientam a bater palmas, girar ou pular. (...)

- Faça “guerras de cócegas” com seu filho ...

- Quando seu filho estiver doente ou machucado, reserve um tempo extra para cuidar dele carinhosamente, limpando-lhe o rosto com um lencinho, por exemplo.

- Deem as mãos ao orar em família.

Caso estejam interessados em ler o livro, compre, vale a pena. Enquanto isso, acompanhe toda semana um pouquinho das 5 linguagens do amor. Vamos juntos compartilhar e propagar amor aos nossos filhos.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

CELULAR VICIA E CAUSA MORTES NO TRÂNSITO - Cell phone addicts and kills in traffic



Imagens retiradas do site de busca Google

Smartphones têm se tornado extensões do corpo humano

Numa realidade nem tão distante assim, por volta dos anos 70, o educador, intelectual, filósofo e teórico da comunicação canadense, Hebert Marshall McLuhan, nascido em 21 de julho de 1911, ficou conhecido por "premonizar" a influência da internet e as transformações sociais que essa tecnologia causaria. 

Em um dos seus livros "Os meios de comunicação como extensões do homem”, de 1969, McLuhan aborda o conceito que os meios de comunicação passam a se enraizar nos sentidos do homem como uma “prótese técnica”. Quero chamar atenção para o uso do celular. Todas as vezes que vejo imprudências no trânsito provocadas pelo uso do celular ou mesmo, ouço alguma notícia sobre acidentes provocados por esse dispositivo, vem em minha mente, essa obra de McLuhan, tão futurista e atual.

De fato, assim como qualquer vício que passa a fazer parte da vida do homem, modificando seus sentidos, assim é o celular, o smartphone que surgiu com grandes benefícios e avanços na comunicação, mas que ao mesmo tempo, tornou-se mais para o mal do que para o bem. Essa relação do dispositivo móvel, que proporciona o indivíduo estar conectado todo tempo, pode ser chamada de relação de simbiose, já citada no livro de McLuhan referindo-se aos meios de comunicação. Uma relação, que com o tempo, pode ser ruim por causar a dependência.

Abrindo um parêntese: uma relação simbiótica está associada a um contato a longo prazo entre dois organismos de espécies diferentes, seja essa relação benéfica ou não.

Percebo que o indivíduo já não consegue mais viver sem o seu smartphone. Tornou-se uma extensão do seu corpo, uma dependência de vida, um verdadeiro parasita, quase que um fôlego para a maioria. Infelizmente, as pessoas não percebem que essa tecnologia tem destruído muitas vidas e de várias formas. Tenho reparado nos parques e restaurantes, as pessoas quase não conversam mais, quase não são espontâneas como alguns anos antes desse dispositivo móvel se tornar popular. O uso do celular ao volante também tem sido um dos motivos de destruição de vidas, pois já é considerado a principal causa de acidentes no trânsito. Lendo uma revista online, ‘Apólice’, li o que já sabia por observação diária do trânsito. Mais de 50% dos motoristas admitem dirigir com o celular nas mãos, isso, fora os que não admitem. Que coisa né?! Pois nem todos assumem seus erros. Enfim. Essa pesquisa foi realizada pela Arteris, uma das maiores companhias do setor de concessões de rodovias do Brasil.

Esse vício só tende a crescer pois não há uma fiscalização mais intensa para coibir esse ato criminoso no trânsito. Criminoso sim, pois provoca acidentes com mortes. E mesmo sabendo que pode ser perigoso dirigir usando o celular e que essa ação é considerada infração gravíssima prevista no Código de Trânsito Brasileiro e rende 7 pontos na carteira e multa, os motoristas parecem não se importarem e continuam sendo risco à sociedade. Penso que campanhas e leis mais severas poderiam ser o começo de uma tentativa de mudança de hábito maligno.

Os acidentes de trânsito estão como a segunda principal causa de morte no Brasil e no mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que em pesquisa afirma que mais de 140 pessoas perdem a vida no trânsito a cada hora que passa e o celular, infelizmente, é parte dessa estatística. O uso do celular na direção é uma das maiores causas de mortes, ao lado do excesso de velocidade e embriaguez. Segundo o professor de epidemiologia da Universidade de Brasília, David Duarte, dirigir e digitar no celular é como dirigir “às cegas”, pois pelo menos 5 segundos é o tempo que a pessoa fica de olho na tela, o que significa o mesmo de estar com os olhos fechados. "Um carro a 60 km/h anda 17 metros por segundo, o que corresponde a quase 100 metros dirigindo às cegas.”


Se você pesquisar na internet sobre as consequências da combinação infeliz do celular ao volante, você vai achar várias pesquisas sobre o assunto. E todas chegam a um senso comum: dirigir e usar o celular não combinam assim como dirigir bêbado. Em uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia revela que usar o celular dirigindo é a principal distração de motoristas e pedestres. Nessa mesma pesquisa, foram entrevistadas mais de duas mil pessoas, e 84% confessaram terem o hábito de dirigir e utilizar o celular ao mesmo tempo.

A questão desse ato não está simplesmente por não está olhando o trânsito, mas de não está atento, pois os reflexos do motorista diminuem enquanto mexem no celular, assim como acontece com o motorista embriagado ou até pior como revela pesquisa realizada pela instituição inglesa RAC Foundation, que diz que os condutores que enviam mensagens enquanto estão dirigindo retardam a atenção e tempo de reação em 35%, um percentual bem acima da demora provocada pelo álcool, que é de 12%, no organismo.

Algumas pessoas afirmam com segurança que não utilizam o celular quando estão dirigindo, que usam apenas o fone de ouvido ou “bluethooth” para atender ligações, mas segundo o Instituto de Traumatologia do Ministério da Saúde, o uso de fones de ouvidos e de dispositivos sem fio para falar ao celular enquanto dirigem é igualmente prejudicial.

Há àquelas pessoas também, que penso ser a maioria, enche a boca para falar que sempre usa o celular, mas nunca foi multado ou provocou algum acidente. Veja só esse pensamento individualista e medíocre desse advogado babaca, que falou em entrevista para o jornal Correio Braziliense – “Eu falo sempre ao celular enquanto dirijo. Às vezes, saio de casa no Lago Sul e chego ao Tribunal de Justiça falando ao celular. Nunca bati o carro por conta disso”, admite um advogado, que preferiu não revelar o nome. Perguntado se já foi flagrado alguma vez, ele responde que não e sai sorrindo.”

E muitos com esse pensamento ridículo e egoísta seguem pelo trânsito em Brasília, no Brasil e no mundo e não percebem que não instrumentos de matar. Quando o motorista provoca um acidente com morte e fica comprovado o uso o celular enquanto dirigia, esse indivíduo pratica homicídio doloso, ou seja, com a intenção de matar. Já parou para pensar nisso? Acho que não! Segundo o juiz Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal (TRF), da 1ª Região ao julgar o recurso de um condutor condenado, afirma que quem guia o veículo falando ao telefone “demonstra o risco assumido de produzir o resultado" da morte da vítima. 

Infelizmente, transformar esse hábito será quase que impossível pela versatilidade e liberdade que a internet proporciona, pois os dispositivos móveis vieram para tornar a pessoa conectada todo tempo. O que se pode se fazer são incansáveis campanhas alertando sobre os riscos de dirigir usando o celular e impondo leis mais duras para quem é autuado cometendo essa infração, como apreensão do veículo e até mesmo, prisão do infrator.

Como moro em Brasília, percebo muitas imprudências no trânsito com grande frequência. Mas muitas mesmo!!! Falar ao celular é a imprudência mais comum, ao lado da ignorância do motorista de não saber a verdadeira utilidade da seta. Em um outro assunto quero falar em específico sobre os motoristas em Brasília e a falta de respeito diária.

Para completar o perigoso, em 2014, saiu uma matéria no Olhar Digital falando sobre uma pulseira capaz de projetar a tela do smartphone no braço, podendo ser usada até no banho. Imagine o estrago que esse protótipo poderia causar no trânsito se fosse comercializado. Em 2014 não havia previsão do lançamento da pulseira pela Cicret Bracelet, quatro anos depois, ainda há contestação sobre a legitimidade da criação. Vou torcer para que nunca se torne realidade!


Marshall McLuhan tinha razão, o homem nasce apenas com seus sentidos, mas ao longo da vida constrói ferramentas que os aperfeiçoam. No entanto, o equilíbrio dessas extensões precisa estar ativo no ser humano para que o uso da tecnologia seja utilizada de forma benéfica. A internet aproximou as pessoas do conhecimento, da informação e da interatividade; transformou costumes e trouxe o compartilhamento em tempo real. Mesmo longe fisicamente da minha sobrinha, posso vê-la por meio de aplicativos e participar todos os dias da vida dela, assistindo-a por meio de video em tempo real de qualquer lugar do mundo. Mas há tempo para tudo. Não podemos nos deixar levar por esse fascinante mundo online. É preciso dosar o tempo de estar conectado.

Em sua obra, McLuhan explora os contornos e dimensões do prolongamento que essas tecnologias trazem para a vida do ser humano. No caso do smartphone, essa extensão tem causado dependência séria! Já existem várias clínicas para reabilitação de pessoas viciadas em internet. É isso mesmo! A dependência da internet tem provocado várias consequências e os sintomas são muito parecidos com os que sofrem de dependência de substâncias químicas, afirma pós-doutora em dependência, Mônica Levit Zilberman.

Será que você é um dependente de internet? Confira os critérios abaixo e se você se encaixar em 5 dos 8 critérios, é momento de você repensar seus atitudes e hábitos:

1.       Preocupação excessiva com internet
2.       Necessidade de aumentar o tempo conectado para ter a mesma satisfação
3.       Exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da internet
4.       Apresentar irritabilidade e/ou depressão e buscar conforto navegando na internet
5.       Quando o uso da internet é restringido, apresenta instabilidade emocional
6.       Permanece mais tempo conectado do que o programado
7.       Trabalho e relações sociais (amigos e família) em risco por conta do uso excessivo
8.       Mentir para os outros a respeito da quantidade de horas que fica conectado

Segundo a psicóloga do Grupo de Dependência de Internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, Dora Sampaio Goés, o diagnóstico é traçado a partir dessas respostas desses 8 critérios citados acima. “Para que o paciente seja considerado um dependente de internet, ele deve se encaixar em pelo menos cinco desses oito pontos”, explica.



Você que usa os dispositivos móveis todo tempo e principalmente, dirige mexendo no celular, fique atento e não seja um instrumento para o mal, mas combata o mal com o bem. Repense seus costumes e seja inteligente, não deixe um aparelho sem sentimentos, comandar sua vida e conduzir suas atitudes. Os meios de comunicação não podem ser como parasitas em nosso corpo, sugando nossa atenção e reflexos, mas devem existir para agregar conhecimento, inovação e facilidades.

Participe com comentários e sugestões de matéria!

Thaiza Murray.






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