"NÃO VOS INQUIETEIS, POIS, PELO DIA AMANHÃ, PORQUE O DIA DE AMANHÃ CUIDARÁ DE SI MESMO. (...)" - MATEUS 6:34



segunda-feira, 16 de junho de 2008

Almas Gêmeas???



Thaiza Murray

Giovanna Maresti Silva, de 15 anos, e a amiga, Ana Lívia Destefani Luciano, de 16 anos, fugiram de São Paulo no dia 5 de junho e resolveram aventurar-se nas estradas sulistas. Foram encontradas somente dia 11 de junho em Curitibanos, SC. As adolescentes saíram para ir ao cinema e decidiram fugir sem destino. O que levou essas meninas a fugirem? Muitas podem ser as respostas para essa pergunta.

No final das entrevistas mostradas tanto no Fantástico, na Rede Globo, quanto no Domingo Espetacular, na Record, uma das adolescentes, Ana Lívia alegou ser alma gêmea de Giovanna Maresti. “A gente tem uma conexão muito forte. A gente fez a numerologia e descobrimos que somos almas gêmeas. Só estávamos planejando mudar de escola juntas, viajar juntas, morar juntas. De ter uma vida juntas. Tudo junto. Como amigas”, afirmou Giovanna. Não quero insinuar nada, mas no depoimento de Giovanna, ela afirma que queria ter mais liberdade, ser aceita. “Aceita?” Uma menina bonita e bem de vida, classe média de São Paulo, queria ser aceita? Ser aceita de que forma e por quem?

Nos últimos anos, o homossexualismo tem se tornado cada vez mais comum. Não por ter aumentado o número de homossexuais, mas pelo fato de sentirem mais liberdade de assumir essa opção sexual. Na adolescência, existe uma confusão de personalidade e identidade. Se não houver um diálogo em casa e a relação de pais e filhos não for estável, fica difícil de controlar o temperamento dos adolescentes. Eles apresentam uma necessidade de fazer parte de um grupo, de fazer coisas que esse grupo faz para serem aceitos. Hoje, ficou normal o relacionamento íntimo entre os adolescentes do mesmo sexo.

Não estou dizendo que as meninas Giovanna e Ana Lívia são homossexuais, contudo, as entrevistas e o comportamento aparente mostrados na televisão deixaram uma dúvida no ar. Elas estariam fugindo por não serem aceitas pela opção sexual que escolheram? Realmente havia um conflito em casa e estavam cansadas da rotina de suas vidas? Ou não havia limites em seus lares? Não quero julgar os pais delas e muito menos essa situação, mas quero alertar a todos os pais a participarem mais da vida de seus filhos, darem atenção nos mínimos detalhes, com quem andam e como estão se vestindo, o que têm assistido, lido... Isso não é invadir privacidade. Eles são seus filhos e sua responsabilidade. Na Bíblia Sagrada, no livro de Provérbios 22:6, diz, “Ensina a criança o caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele”.

Não sei como é ter um filho nessa fase de transição, mas penso que é bem dessa forma que pode funcionar, ensinando o caminho correto desde a infância. Realmente, não deve ser fácil criar filhos em um mundo tão cruel, onde reinam as drogas, o vício, a violência, a pedofilia, a frieza... Não tenho preconceito contra os homossexuais, mas acho que nenhum pai gostaria que seu filho fosse um. Deus não criou homem com homem e nem mulher com mulher. Ele criou o homem e a mulher para que fossem uma só carne. Essa é a minha forma de pensar e a minha fé. E graças à lei da imprensa e à Constituição Brasileira tenho o direito de manifestar meu pensamento nesse site sobre qualquer assunto.

Reflita sobre esse texto e deixe seu comentário!!!

sábado, 14 de junho de 2008

Copaíba: a farmácia natural



Thaiza Murray

Dizem por aí que o óleo de copaíba cura reumatismo, artrose, dor na coluna, bronquite, dor na garganta, vermes, dermatose, caspa, frieiras, úlcera, feridas, sífilis, doenças venéreas, herpes... essas e mais outras doenças. Contudo, não há mito na maioria das coisas que o povo diz sobre o poder curativo do bálsamo da copaíba.

A árvore é comumente encontrada na Amazônia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Ela também é nativa da América Latina e África Ocidental. Sua copa é globosa e densa e pode atingir de 10 a 15 metros de altura. O óleo é extraído de furos no tronco da árvore até chegar ao cerne, ou seja, o mais profundo do tronco. Possui uma cor amarelada e um sabor amargo. Seu uso normalmente é para fins medicinais como antibiótico, antiinflamatório e, até, anticancerígeno (ainda em estudo).

No Peru, o óleo é utilizado no tratamento de sífilis, catarros e dificuldades em urinar. Aqui no Brasil, o óleo é usado para muitos tratamentos, como: caspa, problemas de pele, herpes labial, espinhas, úlcera estomacal, bronquite, dor de garganta, vermes, psoríase (erupção na pele). É também usado como anticoncepcional. O óleo de copaíba possui propriedades diuréticas, expectorante, laxante, anti-séptico do aparelho urinário, desinfetante, estimulante e cicatrizante. E impede o crescimento do Trypanosoma cruzi e protozoários. A química Vera Casmon afirma que a copaíba é eficaz em quase todos os tratamentos de inflamações e infecções, “O óleo de copaíba é uma verdadeira farmácia natural”, diz.

Além do uso medicinal, ele pode ser utilizado como combustível substituindo o óleo diesel nas lamparinas. Na indústria, pode ser usado na fabricação de vernizes, perfumes e para revelar fotos. A madeira da árvore de copaíba é útil na construção civil, na fabricação de vigas, caibros, ripas, batentes de portas e janelas, miolos de portas, tábuas para assoalho e, até, para fazer vassouras.

O mineiro Ailton Lopes, 62, havia anos que sofria de dores na coluna; não podendo trabalhar, ficou desempregado. Um dia foi visitar uma sobrinha em Águas Lindas-GO e ouviu um carro de som passando na rua anunciando “um tal óleo”, que parecia ser a solução de suas dores. Comprou o óleo de copaíba e percebeu que após seis meses de uso, suas dores haviam diminuído. Satisfeito com os efeitos curativos do produto, teve a idéia de vendê-lo para que outras pessoas pudessem experimentar do mesmo remédio natural. Acabou que Ailton resolveu as dores na coluna e o problema com o desemprego. “Passei a vender o óleo e a pomada de copaíba, pois observei que funciona mesmo. Eu usei para dor que eu tinha e curou”, afirma. Ailton comercializa os produtos da copaíba na feira livre, das quintas, na QND, em Taguatinga.

O nome copaíba é originário do tupi-guarani “cupa-yba”, que significa árvore de depósito, também conhecida como copaibeira, do guarani, e pau d’óleo. Os índios utilizavam no umbigo dos recém-nascidos como cicatrizante e para curar feridas. Mais tarde, os colonos passaram a usar o óleo de copaíba como anti-séptico e no tratamento de bronquite. Hoje, cientistas estudam a aplicação do óleo como antiinflamatório e anticancerígeno.

Há um projeto de autoria de uma equipe multidisciplinar que envolve pesquisadores de três instituições: Dra. Maria das Graças Muller, do Laboratório de Farmacologia Aplicada, da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz – Farmanguinhos), no Rio de Janeiro; a Dra. Mônica Freiman de Souza, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Dr. Osvaldo de Freitas, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP). O trabalho com óleo de copaíba na Fiocruz é desenvolvido desde 2001.

Segundo a pesquisadora titular em saúde, a Dra. Wanise Barroso, que faz parte do Núcleo de Inovação Tecnológica da Farmanguinhos – Fiocruz, no Rio de Janeiro, a pesquisa desenvolve uma formulação farmacêutica. Os estudos trouxeram a comprovação da atividade antiinflamatória do óleo de copaíba e o desenvolvimento de uma formulação sólida contendo a fração volátil. “Esse tipo de atividade já havia sido descrita na literatura e conhecida na medicina popular, o que ainda não estava registrado era toda a identificação química do óleo de copaíba e sua viabilização como insumo farmacêutico, por isso a importância da proteção patentária”, explica o professor doutor Osvaldo Freitas.

Todo sistema de extração do óleo de copaíba está regulamentado, o que possibilita sua pesquisa e seu uso como produto final. Na medicina popular são descritas inúmeras atividades, contudo, essa equipe estudou e comprovou, por enquanto, a ação antiinflamatória do óleo de copaíba. Existem estudos, ainda não evidenciados, sobre o poder do óleo contra o câncer, como também sobre a fabricação de um creme vaginal destinado a combater os vírus do HPV (Papiloma Vírus), um dos causadores do câncer no colo do útero, problema que atinge cerca de 30% das mulheres no Brasil. Cientistas ainda estudam a reação do vírus em contato com a copaíba, porém acreditam que o óleo poderá ajudar a aumentar o sistema imunológico.

Muitas são as doenças para as quais os pesquisadores buscam tratamentos e recuperações; muitas são as variedades de plantas que curam no Brasil e muitas são as esperanças das pessoas nesses estudos. Espera-se que o óleo de copaíba, assim como outras plantas, venha trazer benefícios e expectativas que se tornem realidade para todos os brasileiros.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sá, Rodrix e Guarabyra encantam o público de Taguatinga


Sá, eu, Rodrix, Guarabyra e Deyverson

Thaiza Murray

Três grandes talentos da Música Popular Brasileira marcaram o dia 8 de maio em Taguatinga com apresentação no Sesi. Foi um show animado, descontraído e intimista, que mesclou grandes sucessos e canções de várias fases de suas carreiras. Apresentaram o novo álbum “Nós lá em casa”, incluindo músicas inéditas, como: “Viajando” e grandes sucessos como: “Roque Santeiro” e “Dona”, trilha da novela “Roque Santeiro”, da Rede Globo.

O público animado participou cantando, junto, as canções mais conhecidas. Em um momento do show, o trio apresentou-se separadamente, cantando em solo, como no início de sua carreira.

Em 1971, surge o trio Sá, Rodrix e Guarabyra que revolucionou a MPB, misturando dois tipos musicais, aparentemente, antagônicos: o rock e a música sertaneja. O baiano Guarabyra já tocava músicas caipiras no interior da Bahia com um estilo bem próximo do que Rodrix e Sá conheciam. “A semelhança musical e de direção criativa era a mesma”, disse Rodrix. Eles sofreram influência dos grandes nomes do Rock dos anos 70 como: Bob Dylan, Beatles e James Taylor, fazendo sucesso com o estilo musical chamado de “rock rural”.

Em 1973, Rodrix saiu do grupo, mas a dupla, que começara como músicos e compositores, continuou e no mesmo ano lançou o disco “Nunca”. Rodrix é o compositor de “Casa no Campo”, junto com Tavito. Com esta música, ele ganhou o festival de Juiz de Fora, em 1971 e teve sua música gravada por Elis Regina.

Ao final do show, o trio talento despediu-se dos fãs e saiu. A platéia em uníssono gritou: “Mais Um!”. Sá, Rodrix e Guarabyra voltaram ao palco e levaram o público a vibrar, ao cantarem “Espanhola”, “Casa no Campo” e “Caçador de Mim”. “Três músicas que a gente rimou; três parcerias e três grandes sonhos”, disse Guarabyra, descrevendo os três grandes sucessos que representam as mais de três décadas de estrada, amizade e união.

Essa apresentação fez parte de um dos shows das Quintas Musicais promovido pelo Projeto Sesi Cultural, em Taguatinga, que tem como objetivo oferecer cultura gratuita à comunidade. “É importante, pois a maioria da população não tem acesso a esses tipos de shows”, declararam Sá e Rodrix, em uma entrevista exclusiva para o Jornal do Planalto. “Surpreendi-me com o público, animadíssimo e participativo”, disse Rodrix.

Na entrevista, além do grande talento musical, o trio mostrou simpatia falando um pouco da criatividade de misturar a música caipira com o rock. Sempre gostaram de música de raiz brasileira, mas havia a influência do estilo musical que fazia sucesso na sua época. “Peguei uma viola caipira e comecei a tocar coisas que normalmente não se tocava”, afirmou Sá.

Os três amigos são músicos, compositores, mas também, escritores. Os três começaram escrevendo para jornais e revistas. Guarabyra lançou o livro de ficção “O outro lado do mundo”; Rodrix lançou a “Trilogia do Tempo”; e Sá tem um livro de memória, que será lançado em breve. “Somos contadores de causos”, afirmou Rodrix.
Essas veias de escritores explicam a criatividade do sucesso de suas músicas nas letras que descrevem histórias cantadas.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Cinema Brasileiro de Cara Nova


Thaiza Murray

O cinema brasileiro demorou a se desenvolver, somente em 1930 apareceram as primeiras empresas cinematográficas e produtoras de filmes. A maior conquista se deu em 1960 com o chamado “Cinema Novo”. O marco inicial foi “O pagador de Promessas”, o primeiro indicado ao Oscar por melhor produção estrangeira, dirigido por Anselmo Duarte e baseado na história de Dias Gomes, ganhou o prêmio da Palma de Ouro no Festival de Cinema em Cannes, em 1962. O Cinema Novo tinha como objetivo mostrar a vida real, a pobreza e os problemas sociais. Os filmes que marcaram esse período foram “Deus e o diabo na terra do Sol” e “Terra em transe”, ambos do diretor Glauber Rocha. Vale destacar também “Ganga Zumba”, do cineasta Carlos Diegues. Duas obras de grande destaque sobre a temática rural foram “Os Fuzis”, de Ruy Guerra e “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos”; ambos em 1964.

Em 1970 e 1980 o cinema brasileiro passa por um crise, deixando assuntos de cunho social e a qualidade para produzir filmes de consumo fácil, temas simples e apelação sexual. Contudo, na década de 90, essa realidade começa a mudar. A conotação explícita voltada à sexualidade perdeu seu papel principal nos filmes brasileiros hoje, o que proporcionou um espaço maior de aceitação para novos públicos. O cinema nos últimos 15 anos tem apresentado uma nova roupagem com melhores roteiros, fotografias e uma trilha sonora mais bem selecionada. Os profissionais brasileiros têm feito a criatividade e a dedicação superar o pouco recurso técnico e financeiro.

O prestígio aumentou devido à qualidade cada vez melhor da produção e temática dos filmes nacionais. A diretora Tatá Amaral, dos longas “Através da Janela”, “Antônia” e “Um Céu de Estrelas”, afirma que o cinema brasileiro deixou de ser regionalista ou folclórico, “quanto mais buscamos o particular, mais chegamos ao universal”, explicou.

O filme “Ó Pai, Ó”, direção de Monique Gardenberg retrata a vida de moradores de um cortiço, no Pelourinho e o carnaval da Bahia, mostrando a sensualidade, porém, sem apelar, ressaltando a realidade simples e temas como racismo, política e diversidade sexual. É um excelente filme, com um roteiro bem estruturado, que conta com a atuação de atores como Lázaro Ramos, Wagner Moura e Dira Paes. Esse filme foi exibido pelo Sesi Cultural, em Taguatinga Norte, e faz parte das Terças Cinematográficas que tem apresentado vários filmes brasileiros. Em maio serão exibidos: “Fica comigo esta noite”, direção de João Falcão e “Muito Gelo e Dois Dedos d’Água”, de Daniel Filho.

O cinema brasileiro ganhou espaço e reconhecimento internacional quando passou a abordar temáticas inteligentes, que desperta os espectadores para a realidade sócio-cultural existente em nosso país. Assista e valorize os filmes nacionais!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Carta de um petroleiro ao Pedro Bial


Carlos Augusto Lordelo Almeida

Prezado Senhor Pedro Bial
Digníssimo Jornalista, apresentador da Rede Globo de Televisão.

Confesso Sr.Bial que não sou espectador do programa o qual o senhor apresenta. Talvez para felicidade da minha cultura e para infelicidade do índice de audiência, ao qual seu programa está atrelado. Mas, tive durante um dia desses, num dos raros casos fortuitos que o destino apresenta, a oportunidade de, por alguns minutos, apreciar o tão falado Big Brother
Brasil, o BBB. Para minha surpresa, durante uma ou duas vezes o senhor, ao chamar os
participantes para aparecerem no vídeo o fez da seguinte maneira:

- Vamos agora falar com nossos heróis!

De imediato tive uma surpresa que me fez trepidar na cadeira. Heróis????

O senhor chama aqueles que passam alguns dias aboletados numa confortável casa, participando de festas, alguns participando até de sessões de sexo sob os ededrons, falando palavras chulas e no fim podendo ganhar um milhão de reais, de heróis? Pois bem Sr. Pedro Bial, eu trabalho numa Plataforma Marítima que se localiza a aproximadamente 180 km da costa brasileira e contribuimos, mesmo modestamente, para que o nosso País alcançasse a auto-suficiência em
Petróleo e continuamos lutando, todos nós, para superar esse patamar.

Neste último dia 26 de Fevereiro presenciamos um acidente com um dos helicópteros que faz nosso transporte entre a cidade de Macaé e a Plataforma. As imagens que ficaram em nossa mente Sr. Bial, irão nos marcar para o resto das nossas vidas. Os seus "heróis" Sr Bial, são meros
coadjuvantes de filmes de segunda categoria comparados com os atos de horoismos que presenciamos naquele momento. Certamente o Senhor como Jornalista que é, deve estar a par de todo o acontecido. Mas sei que os detalhes o Sr. desconhece.


Pois bem, perdemos alguns colegas. Colegas esses, Sr Bial, que estavam indo para casa após haver trabalhado 15 dias em regime de confinamento. Não o confinamento a que estão sujeitos os seus "heróis", pois eles têm toda uma parafernália de conforto, segurança e bem estar, que difere um pouco da nossa realidade. Durante esse período de quinze dias esses colegas falaram com a família apenas por telefone. Não tiveram oportunidade de abraçar seus filhos, de beijar suas esposas, de rever seus amigos e parentes... Logo após decolar desta Plataforma com destino a suas casas o helicóptero caiu no mar ceifando suas vidas de modo trágico e desesperador.
E seus "heróis" Sr Bial, a que tipo de risco eles estão expostos? Talvez aos paredões das terças-feiras, a rejeição do público, a não ganhar o prêmio milionário ou a não virar a celebridade da próxima novela das oito.

Os heróis daqui Sr Bial foram aqueles que desceram num bote de resgate, mesmo com o mar apresentando um suel desafiador. Nossos heróis Sr. Bial desceram numa baleeira, nossos heróis foram os mergulhadores, que de pronto se colocaram à disposição para ajudar, mesmo que isso colocasse suas vidas em risco. Nossos heróis Sr. Bial, não concorrem ao Premio de um milhão de
reais, não aparecem na mídia, nem mesmo os nomes deles são divulgados. Mas são heróis na verdadeira acepção da palavra. São de carne e osso e não meros personagens manipulados pelos índices de audiência. Nossos heróis convivem aqui no dia-a-dia, sem câmeras, sem aparecerem no Faustão ou no Jô Soares.

Heróis, Sr Bial são todos aqueles que diariamente, saem das suas casas, nas diversas cidades brasileiras, chegam à Macaé ou Campos e embarcam com destino as Plataformas Marítimas, sem saber se regressarão as suas casas, se ainda verão seus familiares, ou voltarão ilesos, pois tudo pode acontecer: numa curva da estrada, num acidente de Helicóptero, no vôo comercial de regresso a sua cidade de origem....

Não tenho autoridade suficiente para convidá-lo a conhecer nosso local de trabalho e conseqüentemente esses nossos heróis, mas posso lhe garantir Senhor Bial, que caso o Sr estivesse presente nesta plataforma durante aquele fatídico acidente seu conceito de herói certamente seria outro.
Em memória dos colegas: Durval Barros, Adinoelson Gomes, Guaraci Soares e Marcelo Manhães.
Carlos Augusto Lordelo Almeida
Técnico de Segurança
PETROBRAS/ UN-BC/ATP-MRL/OP-P18/GEPLAT
Tel: (22) 2792-1820 / 57 Ramal: 862-1820
Fax: (22) 2792-1854
carloslordelo@petrobras.com.br / carloslordelo@terra.com.br

quarta-feira, 26 de março de 2008

Ginástica nas Quadras

Thaiza Murray

Aos 76 anos, Adiel Fernandes (foto acima) participa de várias atividades oferecidas à comunidade. Pratica capoterapia, aeróbica, caminhadas e hidroginástica; só o conhecendo para saber suas habilidades com o corpo. Com a prática de exercícios regulares durante anos, Adiel desenvolveu uma flexibilidade notável, de causar admiração em qualquer jovem, pois muitos nem fazem o que ele é capaz. “Sinto-me mais disposto, minha auto-estima melhorou e, assim, também cuido da minha saúde”, diz.

Em 1986, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, a antiga Fundação Educacional, criou o programa “Ginástica nas Quadras”, que foi reconhecido oficialmente no dia 23 de setembro de 1993 pela lei no 543.

Esse programa oferece à comunidade atividades físicas gratuitas e ao ar livre como: ginástica localizada, aeróbica, aerodança, yoga, caminhadas e outras. As turmas são coordenadas por profissionais de Educação Física da Secretaria de Educação. O intuito é desenvolver nas pessoas o hábito saudável de praticar exercícios físicos, de socialização e melhorar a qualidade de vida.

A turma de Adiel fica na Praça do Bicalho, em Taguatinga Norte, um dos primeiros locais a realizar o Programa Ginástica nas Quadras, que existe há 22 anos. A professora Terezinha Lemos coordena essa turma há 3 anos, mas trabalha com ginástica nas quadras desde 2001. As aulas acontecem nas segundas, quartas e sextas-feiras, às 6h45, com duração de quase 1 hora de muita aeróbica e alongamentos. São em média 30 alunos, a maioria acima de 50 anos de idade. Mas todos são bem-vindos, bastando ter mais de 16 anos e não apresentar restrições médicas para a prática de atividades físicas.

Segundo a professora esse tipo de atividade proporciona maior interação entre as pessoas, levantando a auto-estima e a preocupação com a saúde. “Acompanho todos desde o início e percebo que a maioria melhorou na flexibilidade, coordenação motora, ganho de massa muscular, que acaba perdendo com a idade, e desenvolvendo o lado social”, diz.

A aluna Clemisa Francino, 60, afirma que o convívio com as pessoas e as atividades físicas proporcionaram harmonia para sua vida: “Fazer ginástica é bom para a saúde física e mental, sinto-me mais tranqüila e disposta para continuar o dia”. A única queixa de Clemisa e de outros alunos é a quadra descoberta. “Quando chove não tem como ter ginástica, ela podia ser coberta”, afirmam.

Lourdes Brandalise, 69, a mais antiga da turma, participa da Ginástica nas Quadras desde o início e admite que essa atividade trouxe-lhe mais felicidade. “A velhice por si só já é triste, então fazer ginástica aqui, fazer amizades, estar em contato com outras pessoas, mexer o corpo nos traz alegria, nos dá vida”, afirma.

Ao ouvir falar do programa interessei-me em participar e conhecer mais sobre essa iniciativa. As aulas são animadas, logo cedo as pessoas já estão dispostas, não há ninguém cansado, todos alegres e pontuais... É visível a empatia entre os alunos e a professora Terezinha, que sabe o nome de todos e conhece a história de cada um. Vale a pena fazer parte de uma atividade como essa, não só para a saúde, mas para o bem-estar psicossocial.

A ginástica nas quadras acontece em outras Cidades Satélites com a responsabilidade central da Gerência do Desporto Escolar/Núcleo de Integração Comunitária. Caso você queira participar e obter informações sobre locais próximos a sua casa, bem como os horários, ligue para 3901-1539 e fale com a professora Analise ou acesse o site: http://www.gdfsige.df.gov.br/sedf/cief/PROGRAMA%20GINÁSTICA%20NAS%20QUADRAS.doc.

O que é a capoterapia?
http://listas.cev.org.br/arquivos/html/cevtradg/2002-03/msg00011.html

Portal da Capoeira: capoterapia na terceira idade
http://www.portalcapoeira.com/index.php?option=com_content&task=view&id=807&Itemid=76

sábado, 15 de março de 2008

Jorge Vercillo no SESI Taguatinga

Mônica Monazzi e Thaiza Murray


O SESI Cultural abriu a temporada das “Quintas Musicais” nesta semana, no dia 13 de março, com o cantor Jorge Vercillo, e por duas horas o público cantou em coro músicas consagradas como Monalisa e Homem Aranha.

O cantor e compositor maravilhou o público ao apresentar as músicas do novo álbum "Todos Nós Somos Um" e, com muita simpatia, apresentou a nova banda que deverá acompanhá-lo durante a turnê, figurando entre eles Paulo Calzans (teclado), Cláudio Infante (bateria) e Vinícius Rosa (guitarra). A música de trabalho do seu novo CD "Ela une todos nós", trilha da novela da Rede Globo "Duas Caras", encantou todos os presentes com sua ternura vocal.

Em uma apresentação animada, Jorge Vercillo se divertiu no palco e declarou amor a Brasília, prometendo voltar à cidade em breve, e o público presente retribuiu acompanhando animadamente as canções. Do lado de fora da sala Yara Amaral, no Centro Cultural do SESI, podia-se ouvir o público vibrar com a apresentação. Para coroar a noite, os fãs se levantaram e, aos pés do palco, vibraram com a interpretação impecável do cantor.

Nos bastidores, foi impossível conseguir um contato direto com o artista, pois as "tietes" de plantão o sufocavam com beijos e fotos. Mesmo não falando com a imprensa, Jorge deixou sua marca de simpatia para todos.


SOLUÇÃO CONTRA O CORONAVÍRUS

Querido Leitor,  Diante do novo Coronavirus, Covid-19, circulando em nosso país, mesmo que ainda em controle em determinados Est...

O Dia que Dorival Encarou a Guarda

https://youtu.be/ymWaJt06PNw

Ilha das Flores

https://youtu.be/bVjhNaX57iA

Aquarela

https://youtu.be/PT3azbKHJZU