"NÃO VOS INQUIETEIS, POIS, PELO DIA AMANHÃ, PORQUE O DIA DE AMANHÃ CUIDARÁ DE SI MESMO. (...)" - MATEUS 6:34



terça-feira, 4 de março de 2008

PAPO CABEÇA: PARTO ANÔNIMO

Diante de um assunto tão polêmico, entrei em contato com o Instituto Brasileiro de Direito de Família - IBDFAM - para conhecer mais sobre o projeto de lei do "Parto Anônimo" e esclarecer melhor a você, meu leitor, a respeito de uma questão que pode mudar o contexto social do país. A entrevistada foi a assessora jurídica do IBDFAM, Carla Magalhães.

1) De quem partiu a idéia da proposta da lei do parto anônimo?

O IBDFAM iniciou as discussões sobre o parto anônimo em novembro do ano passado durante a realização do VI Congresso Brasileiro de Direito de Família, que reuniu mais de 1400 participantes, em Belo Horizonte (MG).

Diante da complexidade e abrangência do tema, o Instituto vem discutindo com entidades civis da área da Saúde, Infância e Adolescência, Feministas e a comunidade jurídica em geral. A minuta do anteprojeto (disponível no portal IBDFAM - www.ibdfam.org.br) serviu de base para iniciar o debate. Uma outra versão que contempla as discussões será apresentada como substituto ao PL 2747/08 protocolado pelo deputado Eduardo Valverde (PT-RO) sem a chancela e o apoio do IBDFAM. Não temos até o momento a previsão de uma data para o protocolo.

2) Com a Instituição do Parto Anônimo, para onde devem ser encaminhados os bebês indesejados - já existe no Brasil?


Os bebês nascidos sob a proteção da Lei do Parto Anônimo deverão ser encaminhados diretamente para o Juizado da Infância e da Juventude, onde se iniciará, dentro do prazo de 30 dias, o processo de adoção.

3) Você acredita que essa lei é a melhor solução para evitar os abortos e infanticídios?

O parto anônimo tem como objetivo reduzir o número de abandono de bebês pelas mães.

4) A Lei do Parto Anônimo poderia incentivar a natalidade, pois, afinal, as mulheres poderiam sair fazendo filho por aí e deixando nos hospitais ou instituições, sem compromisso e sem ao menos registrá-las?

A mãe abandona um filho por questões internas ou por pressões externas, tais como estupro, estado puerperal, abandono do companheiro, pressão da família, moral sexual, pouca idade, etc. Em sua maioria não desejam mal para o bebê, mas entendem não poder ser responsável por ele.

A criança será registrada através de um registro provisório caso a mãe não queira fornecer seus dados, e logo após encaminhada à adoção. O que se pretende é garantir o direito à vida, à saúde e dignidade daquela criança.

6) Como seriam tratadas psicologicamente essas crianças órfãs de mães vivas - a aceitarem, ou, elas não iriam saber que têm mãe?

As crianças advindas do parto anônimo seriam encaminhadas ao Juizado Especial da Infância e da Juventude para que se proceda à adoção. É importante salientar que tem hoje no Brasil mais de 120 mil crianças abandonadas pelos pais, ou que não sabem sua origem, em abrigos e casas de adoção. O parto anônimo tem como principal objetivo diminuir a maneira trágica que este abandono ocorre.

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Caro leitor, deixe seu comentário sobre esta entrevista.
Participe com sua opinião!!!
Caso tenha mais dúvidas sobre este assunto, envie sua pergunta para o e-mail: ascom@ibdfam.org.br

domingo, 2 de março de 2008

PARTO ANÔNIMO: solução ou problema?

Foto retirada do site: http://www.youngreporters.org/IMG/jpg/pobreza.jpg

Thaiza Murray

O Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM) defende a criação da Lei do "Parto Anônimo", que tem como objetivo proporcionar aos bebês indesejados um novo destino, a fim de evitar o aborto ou o infanticídio.

A Lei do Parto Anônimo consiste em permitir que a grávida, que não quer o seu filho ou não tem condições financeiras de criá-lo, possa fazer o pré-natal com um nome fictício e entregar a criança para a adoção logo após o nascimento.

O "parto anônimo" já existe desde a Idade Média e surgiu na Itália. Era na roda dos expostos que a mãe colocava seu filho após o parto. Essa roda consistia em um artefato de madeira, com forma de um cilindro, que girava em torno do próprio eixo. Havia uma abertura, que ficava virada para a rua, onde a mulher colocava o bebê e girava a roda, que dava para o lado de dentro de conventos ou hospitais. A primeira "roda dos expostos" no Brasil foi criada nas Santas Casas de Misericórdia, em Salvador (1726), no Rio de Janeiro (1738), Recife (1789) e São Paulo (1825). Após o império, outras rodas foram surgindo.

O "parto anônimo" vigora na França desde a 2ª Guerra Mundial - são 500 nascidos no anonimato por ano. Outros países como a Bélgica, Áustria, Itália, Luxemburgo e Estados Unidos também adotam essa prática.

Um assunto polêmico e que pode gerar uma série de complicações se aprovada a lei... Pode até ajudar a diminuir o número de abortos e abandonos de recém-nascidos, contudo, não é a solução mais eficaz.

Com os "avanços" da medicina, existem muitos meios de livrar-se dos problemas neonatais, como, por exemplo, ingerir a pílula do dia seguinte. Com a banalização do sexo e a frieza das pessoas, o abandono e o assassinato dos recém-nascidos são as formas mais freqüentes de evitar um "problemão". As "mães" somem e a polícia não tem a quem punir. Sorte daqueles bebês que ainda são resgatados por pessoas boas e terminam tendo uma família. Tristes são aqueles que ficam no mundo sem destino, crescendo em um ambiente hostil e podendo cair na malandragem.

Toda essa questão está relacionada à má educação social, cultural e econômica do país. O fato não é, simplesmente, disponibilizar pílulas anticoncepcionais ou camisinhas em hospitais e postos de saúde públicos, mas viabilizar a busca desses contraceptivos. O correto é promover campanhas em massa, abusar dos meios de comunicação (rádio, TV, jornais) para disseminar a importância do controle familiar para uma melhor qualidade de vida. Promover palestras nas comunidades pobres sobre educação sexual, planejamento familiar e a responsabilidade de ser mãe. Não haveria necessidade de criar a lei do "parto anônimo", se houvesse consciência da mulher de prevenir-se com métodos contraceptivos.


No Brasil, existem programas de acompanhamento da saúde das gestantes e recém-nascidos em domicílio, como os programas “Viva Vida” e “Saúde em Casa”. A coordenadora estadual da Pastoral da Criança, Conceição Aparecida Vilela, afirmou que conta com equipes de 23 mil voluntários para atendimento domiciliar (http://www.almg.gov.br/not/bancodenoticias/Not_670550.asp). Esse tipo de acompanhamento poderia ser feito com o intuito de registrar as mulheres de baixa renda e as prostitutas num programa de planejamento familiar. O fato não é ajudar a gestante, mas evitar que essas mulheres engravidem. Se não quer filhos, evite-os!

Você acha que essa lei é a solução? O que o Governo faria com tantas crianças órfãs de mães vivas no Brasil? Isso poderia incentivar a natalidade desenfreada? E as campanhas e planejamento familiar, onde entrariam nessa história?

Caro leitor, deixe seu comentário e opinião sobre a Lei do Parto Anônimo!


Saiba mais:

http://www.ibdfam.org.br/?noticias&noticia=2152
http://www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx?tma_id=1588 http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/glossario/verb_c_roda_dos_expostos.htm


domingo, 24 de fevereiro de 2008

Tata Nano: o carro do povo

Fonte: Tata Motors/AP
Foto: Editoria de Arte/G1

Thaiza Murray


O carro popular que atraiu atenção da imprensa e curiosos foi apresentado no maior evento da Ásia, no Salão de Nova Délhi. Com um custo de 2.500 dólares (aproximadamente 4.500 reais) é considerado o mais barato do mundo. Pequeno e simples, possui quatro rodas e cinco lugares, não tem ar condicionado nem direção hidráulica, contudo, é muito econômico, roda 20 Km com 1 litro de combustível e pode chegar a 105 Km por hora. Segundo a montadora indiana Tata Motors, ele mede 3,10 m de comprimento; 1,60 m de altura e 1,50 m de largura. Por enquanto não há planos de ser vendido fora do país, porém, parceria com a Fiat pode trazer o carro para o Brasil. Analistas disseram que outras montadoras têm planos de fabricar modelos de baixo custo, como a Volkswagen, Toyota e Honda. Será que se ele viesse para o Brasil seria possível comprá-lo pelo mesmo preço que apresenta, ou o governo aumentaria o valor com tantos impostos?

Participe e deixe seu comentário!


Saiba mais:
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger107070,0.htm
http://www.webmotors.com.br/wmpublicador/Reportagens_Conteudo.vxlpub?hnid=38810



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Tecnologia nas pernas

Foto retirada do site: veja.abril.com.br/080904/p_130.html
Foto retirada do site: http://design-ergonomia.blogspot.com/2007_10_01_archive.html


Thaiza Murray


As amputações de perna, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), acontecem por três motivos: 70% devido a problemas de diabetes, 20% provocadas por acidentes de trânsito e 10% por causa de problemas congênitos. E para substituir a parte perdida foram criadas pernas mecânicas. As primeiras próteses eram feitas de madeira. A primeira pessoa a usar uma prótese foi um soldado, mantido refém em Esparta, que cortou o próprio pé para se ver livre. No lugar do pé amputado, ele colocou um pedaço de madeira. Na metade do século XX, criaram próteses com movimentos nas articulações. Na década de 80, a madeira foi substituída por fibras de carbono e resina. A empresa alemã Otto Bock criou um sistema hidráulico que permite variar a velocidade. A partir daí outros fabricantes desenvolveram a prótese biônica.

A nova tecnologia foi lançada a menos de um ano nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. É capaz de realizar movimentos muito iguais aos naturais, que imita a perfeição dos passos de uma perna. Os modelos mecânicos, comumente usados, exigem mais força para a realização dos movimentos. Já a “prótese biônica”, assim chamada pelos fabricantes, não exige nenhum esforço do amputado. Segundo a Revista Veja (19 de dezembro de 2007), foi entrevistado por Adriana Dias Lopes um dos brasileiros que já possui esta inovação, o gaúcho de 21 anos, Jeancarlo Ravizzoni, que devido a um acidente de moto teve a parte inferior da perna esquerda amputada. Ele diz sentir-se bem satisfeito e não tem nenhuma vergonha de exibi-la. Também pudera, pois essa prótese poucas pessoas têm condições de comprá-la. Como é lançamento no mercado, ainda é muito cara e custa 40 mil reais.

A prótese biônica possui um mecanismo inteligente que responde às necessidades da pessoa por meio de sensores computadorizados e um pequeno motor. Os sensores estão localizados na "sola do pé" da prótese. Eles conseguem identificar desníveis a partir de um centímetro. Com as próteses tradicionais, o portador, se não prestar atenção no obstáculo, pode tropeçar, pois é por meio do esforço da perna amputada que são realizados os movimentos.

A tecnologia das pernas não pára por aí, modelos inteligentes foram desenvolvidos para atender os atletas. O sul-africano Oscar Pistorius, em decorrência de um problema de nascença, teve suas duas pernas amputadas abaixo do joelho. Para tornar-se um corredor olímpico foram criadas próteses especiais feitas de fibra de carbono que proporcionam a corrida. Essas próteses conferem a Pistorius gastar menos energia que o atleta com pernas. Na largada da prova, o corredor com pernas leva vantagem, contudo, o gasto de energia prejudica a velocidade. Pistorius durante a corrida é favorecido porque as lâminas que substituem os pés ficam menos tempo no solo.

O deficiente físico muitas das vezes sente-se à margem da sociedade, como se tivesse perdido a utilidade no mundo. Muita determinação, coragem, vontade de viver e fé em Deus são os ingredientes primordiais para adaptar-se à nova vida. “Posso ter uma deficiência física, mas a mente continua em perfeito funcionamento. Nunca me senti inútil para a sociedade e nem mesmo observei discriminação por parte das pessoas”, diz Solange Rodrigues, que devido a um defeito congênito, teve parte da perna esquerda amputada aos 11 anos de idade.

Ao saber que sua perna havia sido amputada, Solange, ainda criança, não se preocupou no que as pessoas pensariam, mas somente em poder caminhar. “Eu só pensava em colocar logo a minha prótese para poder andar. Eu queria andar não importava como”, diz. A primeira prótese mecânica que usou era feita de alumínio, mas depois veio a de resina, o mesmo material que usa atualmente. “A perna de resina não é o ideal, mas satisfaz. A vantagem da fibra de carbono é a leveza”, afirma Solange.

A importância de praticar esportes, trabalhar é essencial para uma melhor qualidade psíquico-social do amputado. Solange ganhou uma prótese especial para a pratica de esportes aquáticos e diz, “Não vejo logo a hora de poder nadar com minha nova perna”. Muito aprendi com a nossa entrevistada, pois ela em nenhum momento demonstrou que usar uma prótese mecânica fosse um empecilho para levar uma vida normal e com mais sentido.


Saiba mais sobre a nova tecnologia:

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

SUSto Canino


Thaiza Murray

Há um ano ou dois, não lembro bem, meu cachorro apresentou periodontite, que é uma doença provocada pelo tártaro. Dois de seus dentes ficaram moles e acabaram caindo. Nós o levamos para fazer a limpeza dos dentes no veterinário, tomou remédios caríssimos, uma grana! Não lamentamos pelo dinheiro gasto. Claro, é nosso cachorro. Mas as coisas referentes aos animais são muito caras. Contudo, fazemos questão de providenciar o que for para manter a saúde do nosso cão.


Um tempo depois, outro de seus dentes ficou mole. Resolvemos consultar de novo o veterinário. Como estávamos com viagem marcada ao Rio de Janeiro, então resolvemos deixar para levá-lo à SUIPA (Sociedade União Internacional Protetora dos Animais). Já havíamos tido recomendações do local, que é muito conhecido no Rio por acolherem animais abandonados, cuidá-los e destiná-los a doações. Admiro muito as pessoas e organizações que prestam esse tipo de serviço. Voluntariamente ajudam bichos a terem um lar.


Entrei no site da SUIPA e achei bem organizado, fácil acesso e nele informava que havia estacionamento gratuito. Ficamos tranquilos por ter um local para deixarmos o carro, afinal, a SUIPA fica localizada próxima de uma das comunidades mais perigosas da cidade. Ao chegarmos lá, paramos em frente à organização e perguntamos onde ficava o estacionamento, uma das funcionárias perguntou espantada: "- Estacionamento?" Não tendo muita opção de resposta, a mulher nos mostrou a calçada para que pudéssemos estacionar o carro. Não o fizemos. Procuramos outro local. Finalmente conseguimos. Ao entrar no portão principal da SUIPA, um mau cheiro de lixo e galinha... Na recepção, um calor, um aspecto de sujeira, que não deixou boa impressão. Enquanto meu marido aguardava com nosso cachorro na fila, fui entrando para conhecer o consultório. Não gostei muito do que vi. A marca do primeiro contato continuava. Decepcionados, resolvemos ir embora.


Não tenho a intenção de degradar a organização, muito menos o atendimento médico, que não conhecemos. Contudo, quero atentar para a questão da infraestrutura e higiene do local e dos animais. A SUIPA não é só conhecida, mas tem como associados artistas e pessoas com boa situação financeira dispostas a ajudar. Sei que os gastos são grandes com os tratamentos, acolhimentos, porém, a imagem é tudo para transmitir confiabilidade. Não me senti segura em consultar meu cachorro em um local que cheirava mal e aparentava sujeira.


Por outro lado, quero parabenizar a iniciativa da SUIPA e de outras organizações que se dedicam acolher animais abandonados e destinados a sacrifícios. Ressalto a importância de adotar um animalzinho. Tenho um casal de cães adotados e os dois são a minha alegria. É uma satisfação muito grande tê-los por perto. Faço questão de frisar em meu blog o valor da adoção de animais abandoados, tanto para quem adota quanto para os que são adotados.


Saiba sobre Periodontite Canina:
http://www.dogtimes.com.br/saude8.htm

Adote um animal:



sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

EPIDEMIA DA INFORMAÇÃO

Figura retirada do site www.libertaria.pro.br/d_ressurgentes_intro.htm


Rio de Janeiro
10-01-2008

Thaiza Murray

Há uma semana a mídia tem bombardeado os telespectadores com informações sobre a doença que pode levar à morte. As pessoas ficaram alarmadas com o exagero da impressa ao transmitir a notícia sobre a febre amarela, que até lugares que não existe risco do vírus estavam com postos lotados. Hoje, na reportagem do RJTV, eles colocaram responsáveis da secretaria de saúde para frisar que o Rio de Janeiro não apresenta foco da febre amarela. Mas aí já foi tarde, as vacinas se esgotaram e os que precisavam, não receberam a aplicação.

A expressão popular “Injeção até de graça” fez com que o povo carioca buscasse os postos de saúde para tomar a vacina contra a febre amarela, sem ao menos a cidade ser considerada de risco. Mas como todo cidadão correto e prevenido, a população brasileira encheu os postos para que todos pudessem receber a dose da vacina. Os que realmente precisam viajar para áreas de risco, não conseguiram.

O único produtor da vacina, o Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, recebeu do governo verba para a produção de 20 milhões da dose, que será enviada para as áreas de risco da febre amarela. Dessas vacinas, 20 mil ficarão nos postos de saúde no Rio, disponíveis às pessoas com destino aos locais com foco do vírus.

Eu mesma estou passeando no Rio e moro em Brasília, vou retornar a cidade daqui a dois dias e não consegui tomar a vacina. Liguei para vários postos do município e a maioria não há estoque da dose e os outros, já pela manhã, bem cedo, ficam lotados, e na parte da tarde, não há mais vacina. Fica complicado assim! As pessoas que não vão viajar para áreas de riscos estão tirando a vez de quem realmente precisa. É um povo individualista e sem um mínimo de consciência. Uma parte dessa culpa é da impressa, que causou uma epidemia de informação exagerada. O jornal local de cada região deve dosar a notícia de acordo com a sua importância para aquela cidade. A outra parcela da culpa é dos postos, que deveria aplicar somente em pessoas que verdadeiramente precisem se prevenir contra a febre amarela. A Secretaria de Saúde de cada Estado deve se apresentar à impressa e ao telespectador explicando sobre o que é a febre amarela, os riscos, locais e quem deve tomar a vacina.

O povo brasileiro de uma forma geral gosta de fila, senha, confusão, tudo de graça, até injeção.


Orientações sobre a Febre Amarela:
http://www.anvisa.gov.br/paf/viajantes/febre_amarela.htm

Ambiente em Foco:
http://www.ambienteemfoco.com.br/?p=7194


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

CICLISTAS NÃO SE SENTEM SEGUROS

As queixas são a falta de ciclovias e o desrespeito dos motoristas


Em Taguatinga, tem aumentado o número de carros e algumas pessoas, principalmente, estudantes, têm deixado o carro em casa e colocado sua bicicleta nas ruas. Por um lado, o hábito é saudável, porém, representa um grande risco para a vida.

O aumento de acidentes entre bicicletas e veículos automotores cresceu em Taguatinga, segundo o Departamento de Trânsito do DF (Detran) é a cidade que apresenta a maior taxa de mortes por acidentes de bicicleta no Distrito Federal. Em 2003, o Detran-DF registrou 70 mortes com ciclistas e, em 2002, Taguatinga liderou com 12 mortos. As causas principais são as vias perigosas, a falta de ciclovia, a irresponsabilidade de alguns ciclistas e a imprudência dos motoristas.

Jean Lima usa a bicicleta para ir à faculdade e reclama da falta de segurança. “Não há espaço para os ciclistas, então procuro lugares menos movimentados”. Jean ainda diz que alguns motoristas sinalizam errado ao entrar nas vias. “A seta faz diferença para nós ciclistas, que temos a preferência, muitos dão a seta errada, já não confio mais”, afirma.

A Organização Não Governamental (ONG) Rodas da Paz, criada em 2003, tem como objetivo promover ações de conscientização de segurança no trânsito para todos. “Já fizemos várias palestras nas escolas em Taguatinga e passeios ciclísticos em que voluntários levam cartilhas e explicam como se comportar no trânsito de forma segura”, disse a assessora de imprensa do Rodas da Paz, Caroline Aguiar.

Segundo o artigo 58 do Código de Trânsito Brasileiro, quando não há ciclovia ou acostamento, o ciclista tem o direito de pedalar na rua usando o mesmo sentido da via, além de ter a preferência. O veículo automotivo tem que estar pelo menos 1,2 Km de distância da bicicleta, podendo receber multa. Marivaldo Machado utiliza a bicicleta para ir à faculdade e reclama da falta de acabamento das ciclovias. “Pego a ciclovia que liga Samambaia a Taguatinga, mas as emendas na pista são obstáculos, mal feito”, diz.


Fernando Dias, 37, sai todos os dias de bicicleta, da Ceilândia, onde mora, até ao Plano Piloto, onde trabalha como agente patrimonial próximo à Biblioteca Nacional. Segundo ele, além de usar a bicicleta como meio de transporte, também aproveita para praticar exercício físico. Mas o trânsito não facilita muito, “O maior empecilho são os ônibus, eles não respeitam e tiram fino na gente. Faltam ciclovia e motoristas mais conscientes, afinal, a desigualdade é grande entre a bicicleta e o carro”, diz. Fernando já sofreu acidente com a bicicleta, “Um cara foi tentar fazer um gato e meu pegou”, afirma.

Muitos são os cuidados que os ciclistas precisam ter ao andar nas ruas. Jamais devem competir com os carros. Quando perceber que eles não vão dar a preferência, o jeito é encostar e deixá-lo passar. No Brasil, não há a cultura de usar a bicicleta como meio de transporte. Em alguns países, como o Japão, esse costume é bem comum e, os motoristas, já estão acostumados e respeitam.

Reduzir acidentes é uma tarefa do motorista e do ciclista. Sejamos conscientes!!!

Thaiza Murray

SOLUÇÃO CONTRA O CORONAVÍRUS

Querido Leitor,  Diante do novo Coronavirus, Covid-19, circulando em nosso país, mesmo que ainda em controle em determinados Est...

O Dia que Dorival Encarou a Guarda

https://youtu.be/ymWaJt06PNw

Ilha das Flores

https://youtu.be/bVjhNaX57iA

Aquarela

https://youtu.be/PT3azbKHJZU